11 de março de 2012

PENTES EM OSSO DE CORTE CABELO USADOS NOUTROS TEMPOS PELOS BARBEIROS


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POR OLILPIO FERNANDES "FIGUEIRA DA FOZ"

domingo, 11 de março de 2012


As crianças e a moda nos seus cortes de cabelo.

As crianças de hoje tem gostos que não tinham no meu tempo, pedem com frequência que o seu cortes de cabelos tenha franja ou não,as cristas, gel,cera,enfim, é necessário estar atento se as desejamos felizes nos nossos salões.Um dia vou trazer-vos o Diogo, é quase o Sr. Dr. Vive em Brenha ,Figueira da Foz, mas recordo que em criança , no Bairro Novo, era um castigo para lhe cortar o cabelo...chorava imenso e a saliva misturava-se com os cabelos,deitando--se no chão. As crianças são bonitas por
 natureza, mas a moda favorece-as ainda mais com alguns pormenores do nosso trabalho e afectos.

8 de março de 2012

7 de março de 2012

Terça-feira, Março 06, 2012

Registo do debate em Lisboa em torno de livro de Anselmo Borges

Clique duas vezes  na imagem para poder ler
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Publicado por Marinho Borges Às 20:53

3 de março de 2012

OLIMPIO FERNANDES "FIGUEIRA DA FOZ"


As minhas propostas Primavera Verão 2012

O vídeo trazido do Centro Cultural dos Cabeleireiros de Portugal, motiva-me alterações e propostas nas mulheres e nos jovens, como que originando interesse ,tanto quanto possível, junto da minha clientela . A Manuela, tendo uma raís natural, procurei e consegui igualar a totalidade da cor, intensamente clara e com tonalidade cinzenta. O cabelo sendo muito fino e ondulado, foi picotado na sua base e em profundidade, o que lhe deu uma curiosa leveza e frescura ao seu visual de mulher bonita . O João e Rui, muitos jovens, sabem o que querem nos seus cortes, visionando o vídeo com a curiosidade própria da sua exigência e da sua idade.

2 de março de 2012


Barbeiros e Cabeleireiros

 
Histórias dos Barbeiros e Cabeleireiros

1551 = Havia em Lisboa 57 Médicos 60 Cirurgiões 197 Barbeiros e 25 Camareiras.
1635 = Apareceu o Primeiro Cabeleireiro de Senhoras "Champanhe"
No século XV foi aprovado aos barbeiros estarem 2 anos de prática nos Hospitais para aprenderem as cirurgias e a Sangrar.
No seculo xv1 os barbeiros e sangrados tinham regimento próprio
1693 = Barbeiros foram obrigados a saber ler e escrever.
1870 = 31/7 Foram proibidos os barbeiros de de tirar dentes e sangrar.
-1880 = Aparece o primeiro champô.
1873 = Era criada a primeira Associação dos Barbeiros e Cabeleireiros.
1900 = Primeira pintura e descoloração.
1930 = Primeiro champô neutro.
1955 = Primeiro curso em Portugal.
1954 = Primeiro método Hardy.
1954 = Primeira Demonstração em Oeiras pelo Campeão Cabeleireiro de Homens Jean Hugo.
1952 = Primeira Escola de barbeiros e Cabeleireiros.
1950 =Primeiro Clube Artístico dos Cabeleireiros de Portugal

Por Joaquim Pinto
Linc.
Associação dos Cabeleireiros de Portugal

1 de março de 2012

RESTAURANTE / CAFETARIA SOL & SOMBRA "CENTRO COMERCIAL APOLO 70"




Com a gerência de António Silva e sua Esposa Dora, que abre ao público terça feira dia 05/03//2012, o famoso restaurante que foi em tempos dos melhores da cidade, vai retomar o seu prestigio como dantes, que foi sempre frequentado por clientela prestigiada.

Foi completamente renovado ou seja tudo de novo na sua reestruturação, onde vai deliciar os as belas refeições, que desde já fazemos o convite á uma visita, que ficarão  encantados com as especialidades disponíveis para as pessoas de bom gosto.

Recordo que nos principio deste restaurante, vinhas as senhoras de Cascais aqui, para serem atendidas neste restaurante, que era uma referência da Cidade de Lisboa.

Estamos convictos que o Restaurante/Cafetaria Sol & Sombra, com este simpático casal que são grandes profissionais na hotelaria vão alcançar o mesmo prestigio de antigamente.

Atenciosamente
Joaquim Pinto

28 de fevereiro de 2012

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Os cabeleireiros e os barbeiros não devem envelhecer profissionalmemte.

Porque sei que o meu colega Joaquim Pinto, do museu dos barbeiros e cabeleireiros, vai publicar esta foto e a minha opinião, sobre o que penso do envelhecimento profissional, volto á carga com este trabalho do nosso colega  Manuel Cardoso, do Centro Artístico dos Cabeleireios de Portugal,face ao seu exemplo em nos propor um excelente corte de cabelo, num modelo já de cabelos brancos, logo um espaço de clientela abundante nos nossos salões. A verdade é que o nosso colega abordou um trabalho e num modelo veterano,justificadamente leve e que alterou esteticamente a imagem do modelo, sem que para isso tivesse que recorrer a métodos de aplicação e contraditórios á personalidade do modelo, que podia ser um cliente . Aliás, os largos aplausos dos colegas presentes no belo salão do Ateneu Comercial, foram a compreensão de que devemos estimular as propostas sempre que possível nos nossos Salões, já que um dado da natureza, é ser idoso e outro é não deixar envelhecer os cortes de cabelos, na veterania da nossa clientela, sendo certo que estas propostas requerem cuidados de análise junto dos clientes, Sem desprimor para todos os que tiveram em palco, os irmãos Queirós e muitos outros colegas, Manuel Cardoso, tem já a sua jovem filha Ana Cardoso, a trabalhar ao seu lado no Salão no Porto e com outros métodos de cortes e para outros tipos de clientela mais , como se diz, da "pesada". Vai ser um grande oportunidade e uma honra para mim poder trabalhar com estes excelentes  profissionais , no próximo dia 2 e 3 de Junho, no Casino da Figueira da Foz. Uma palavra de agradecimento para o meu colega Nuno Queirós, que nos recebeu á moda do Norte, franco e natural, num evento para recordar. 

27 de fevereiro de 2012

Tirado do Blog Marinho Borges

Palavras e afectos em torno de Resende

Segunda-feira, Fevereiro 27, 2012

Anselmo Borges falou em Coimbra do “Tempo, Escatologia e Apocalipse”

  Esta comunicação teve lugar no passado sábado, dia 25 de Fevereiro, no Hotel D. Dinis, no âmbito do 26.º Encontro de Filosofia (subordinado ao tema “Filosofia & Fins do Mundo”), organizado pela Associação de Professores de Filosofia. 
O fim do mundo, previsto no calendário maia para o próximo solstício de Inverno, que ocorrerá em 21 de Dezembro, deu o mote para a palestra. Mas mais que o fim do mundo, os Maias falam do fim de um mundo. Exemplos não faltam. Quando um homem morre, assistimos ao fim de um mundo. O mesmo sucedeu nas mudanças ao longo da história, com ciclos de fim de um mundo. O desaparecimento de uma língua (com a morte do último falante) representa também o fim de um mundo.
Entrando no tema do tempo, citou o aforismo de Santo Agostinho “se não me perguntarem o que é o tempo, então eu sei o que é o tempo; mas se me perguntarem o que é o tempo, então eu não sei o que é o tempo”,  desenvolvendo os vários conceitos de tempo:   tempo digital,  tempo cronológico,  tempo kairológico,  tempo “grego” e  tempo “bíblico”.
Qual é a conexão entre o tempo e a eternidade? O que é deixar o tempo e passar à eternidade? É possível esperar?, perguntou. No termo é que posso saber o que sou e ter uma resposta, disse. “A história deve ser lida do fim para o princípio; o processo da história ainda não transitou em julgado”, afirmou.
Nesta sequência, clarificou os conceitos de escatologia e apocalipse, tendo referido, designadamente, que a escatologia trata das últimas coisas, devendo as mesmas para o cristão ser lidas à luz da esperança, e que o apocalipse não é um livro de anúncio de catástrofes, como vulgarmente se pensa, mas antes um livro escrito com o propósito de dar força aos cristãos num tempo em que lhes era movida uma feroz perseguição.  A propósito e em conexão com estes temas, falou ainda de milenarismo, juízo final, inferno, purgatório e ressurreição.
Afirmou que para o crente a morte não tem a última palavra; não é a aniquilação. A ressurreição representa a vitória da luta contra a indignidade; a ressurreição é uma exigência que se coloca sobretudo no plano moral como resposta às vítimas da ignomínia, do horror, da injustiça.
Terminou dizendo que a esperança cristã está em sintonia com a teoria da evolução (“admira-me como foi objecto de tanta desconfiança e animosidade por parte da Igreja”), que aponta para um sentido, e não para o absurdo. “Quem ama profundamente a vida anseia pela vida eterna”, rematou.
P.S. A comunicação foi sendo percorrida por sínteses do pensamento (e enriquecida com bastantes  citações)  de muitos filósofos e teólogos relativamente aos temas em análise, de que não é possível dar conta neste espaço.
Publicado por Marinho Borges Às 20:10

domingo, 26 de fevereiro de 2012


Centro Artistico Cultural dos Cabeleireiros de Portugal e a Stlilcoup ,patrocinam o Festival no Casino da Figueira da Foz








Num dos Salões do Ateneu Comercial do Porto, foi pequeno para centenas de profissionais,( claro que o Norte marcou mais presenças do que o resto do país)) que assistiram ao lançamento das Tendências,  Primavera -Verão, 2012, para mulheres e homens. No sector masculino, as propostas são inovadoras para os jovens, com volumes moderados sobre  a parte frontal, enquanto que as nucas podem ser curtas, ou não, fazendo -se a proposta de acordo com o perfil do jovem e do seu gosto. Na primeira e segunda fotos, podemos ver a jovem e talentosa  colega Ana Cardoso e o seu pai, Manuel Cardoso, com trabalhos bastante comerciais e sobretudo, criativos, face á sua modernidade. A seguir e  nas Senhoras ,os irmãos Queirós, trabalhando modelos femininos, em longos cabelos, Um novo corte nas franjas, pode trazer  a tão desejada beleza superfeminina. Entre vários pormenores destes trabalhos, refiro-me ao modelo na terceira foto. Manuel Cardoso, num modelo veterano, realizou um trabalho excelente de corte com tesoura e navalha, secando depois as raízes, justificou amplamente que mesmo a clientela com alguns anos de idade, podem e devem usufruir uma certa levesa nos cortes de cabelo. As fotos, que vão fazer "inveja" ao meu cliente e amigo"Puto" na Cova Gala, fotógrafo profissional, de algum modo mostram a bela jornada dos  Barbeiros e Cabeleireiros , esta tarde no Ateneu Comercial do Porto. que vivem intensamente a sua profissão e que vamos ter o grato prazer profissional de os ver trabalhar no próximo dia 2 e 3 de Junho no Casino da Figueira da Foz, com o apoio da Stilcoup, uma empresa cosmética, que já nos apoiou na Cova Gala, e que desta vez no casino, se prepara  para um grande encontro de profissionais do nosso sector. Isabel Bento,consultora da Stilcoup, nesta zona da Figueira da Foz, terá em breve as informações sobre o evento, junto dos barbeiros e cabeleireiros.

26 de fevereiro de 2012

 

Os barbeiros e as suas histórias

Os barbeiros e a sua história no Século XVII/XVIII.
No século XVII e XVIII, os barbeiros eram profissionais que viajavam pelas províncias oferecendo seus serviços que incluíam corte de cabelo, sangrias, benzedura e venda de raízes, dentre outras coisas. Como sujeitos em trânsito, os barbeiros levavam histórias, cousas e acontecimentos muito variados, vividos por eles nas localidades.
Os barbeiros praticaram todos este notáveis trabalhos de dentista barbeiro cirurgião e curandeiro e sangrador livremente mas tinha que passar dois anos de pratica nos hospitais, ate que o cirurgião mor lhes passasse a carteira, para exercer essa pratica de serviços.
Só foram proibidos pelo Senado da altura que em 31 de Julho de 1871, que quis ficar em dentista ficou e quem quis optou por barbeiro, que foi aqui que os barbeiros tiveram que se dedicar a uma só trabalho, embora se foi praticando muito tempo mesmo sem autorização. Ainda era menino e moço em 1950, me lembro um barbeiro na minha terra era que arrancava os dentes.
Os barbeiros eram pessoas extremamente interessantes, pois, além do serviço de barbearia, eles também praticavam o comércio, e toda sorte de serviços rápidos demandados pelas comunidades, incluindo algumas práticas de cura. Antes de 1871, muitas pessoas resolviam seus problemas de saúde recorrendo a boticário, cirurgiões-barbeiros, barbeiros, sangradores e curandeiros, e barbeiros tratar das espadas dos reis.
Os barbeiro, além de cortar e pentear os cabelos e barbear, alugava sanguessugas para os médicos-cirurgiões e clientes, fazia curativos e operações cirúrgicas pouco importantes. or terem grande habilidade manual, os barbeiros faziam também extracções dentárias, porque a época ainda não existia a odontologia e muitos cirurgiões na maior parte, cirurgiões práticos não intervinham na boca das pessoas, por receio ou por desconhecimento de que isso seria possível.
Os novos tempos trouxeram à barbearias as infindáveis conversas sobre futebol e política, além de outras variedades.
A barbearia, assim organizada, faz lembrar das barbearias antigas e traz ao presente alguns vestígios de um passado no qual os médicos não possuíam a autoridade conquistada na actualidade.
A higiene era praticada com outros parâmetros que os da actualidade.
. Os barbeiros eram, portanto, pessoas de referência, conselheiros sociais, além de profissionais envolvidos com a solução de problemas de saúde do espírito e do corpo.
Nas barbearias passaram diversas gerações de homens à busca de um bom corte de cabelo, boa conversa e ajuda para as suas aflições, dúvidas e males.
Valorizemos esses espaços de cultura, entendendo todo o seu significado histórico, social e cultural, pois os barbeiros foram a profissão única que tem regimento próprio.
Fonte: joaquim-pinto.blogspot.com
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MUSEU DO BARBEIRO E CABELEIREIRO «ANTIGUIDADES»


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NAVALHA DE BARBEAR  «REI DOM CARLOS»

25 de fevereiro de 2012

CAFÉ PORTUGAL



Joaquim Pinto, o «desportista de penteados»


 
Iniciou-se como barbeiro, mas as barbas caíram em desuso e hoje é «cabeleireiro de homens». Na sua actividade profissional, Joaquim Pinto não se limita a cortar cabelos, quis perceber as origens do ofício. Percorreu feiras e antiquários, coleccionou utensílios e documentos sobre a actividade de barbeiro. A colecção de navalhas, borrifadores, ferros de frisar bigodes já esteve no Brasil e em França. Uma colecção partilhada na Internet.


Sara Pelicano | sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012


No caminho de casa para a escola, e vice-versa, em São Martinho de Mouros, concelho de Resende, Joaquim Pinto passava pelo barbeiro da aldeia. O ofício seduzia-o. O olhar prendia-se sempre no ritmo de corte das tesouras lançando tufos de cabelo para o chão, nas navalhas que aparavam as barbas. Finda a escola, Joaquim ingressa na barbearia para tentar a sua sorte como funcionário. Começa a sua viagem pelo mundo das barbas e cabelos.
Dos 45 anos de ofício, 37 foram passados na loja número 45 do Centro Comercial Apolo 70, em Lisboa. Após uma passagem pela tropa, Joaquim Pinto mudou-se para a capital, corria o ano de 1966. Desta data guarda a sua primeira tesoura. Começa aqui a aventura de coleccionador e explorador da história da barbearia.

«Sou um desportista dos penteados. Passei muitos anos a trabalhar em paralelo com a Associação Portuguesa de Barbearias com o objectivo de apresentar novas tendências de penteados. Mas tudo cansa e satura e entendi que para ser um cabeleireiro completo tem de se saber as origens da profissão. Não podemos andar numa profissão sem saber de onde ela veio, como é que ela foi», explica o cabeleireiro de homens, como gosta de ser hoje referenciado.

«Não desprestigio o barbeiro, porque também o fui. Mas a verdade é que com a vulgarização das giletes e mesmo o facto de a barba deixar de ser moda, o barbeiro passou a ser um cabeleireiro. Tratamos essencialmente de cabelos», diz.
O espírito coleccionador levou Joaquim Pinto a percorrer durante anos feiras de antiguidades, antiquários, muitas cidades e países. Reuniu um acervo vasto onde consta, além da sua primeira tesoura, uma outra peça, alvo de grande curiosidade, a navalha que barbeou o Rei D. Carlos I (reinou entre 1889 e 1908). Uma colecção que inclui também ferros de frisar bigodes, borrifadores de álcool, taças e pincéis, mesa de barbeiro.

Há curiosidades como o aparelho de desbastar o cabelo e fazer a barba. O cabeleireiro de homens guarda um exemplar deste utensílio «feito na época da primeira guerra mundial (1914-1916), as tropas desbastarem o cabelo quando estavam em campanha». Entre as malas de barbeiro e dentista há uma curiosa toda feita em cortiça. Joaquim Pinto afiança que era de um barbeiro alentejano, que como muitos há alguns anos, iam de casa em casa fazer barbas, cortar cabelo e arranjar dentes se fosse caso disso. E ainda centenárias navalhas com cabo de marfim em perfeito estado de conservação.

«Já perdi as conta às peças que tenho guardadas. Aqui no cabeleireiro tenho algumas coisas expostas, mas a maioria está armazenada. Durante anos participei em exposições. Ainda hoje o faço, convidam-me e envio algumas peças para a mostra», conta.

Joaquim quis acompanhar os tempos e inaugurou o Museu do Barbeiro e Cabeleireiro on-line. Uma página que ele próprio alimenta com fotografias, documentos e descrições das peças que colecciona. A iniciativa é acompanhada por um blogue que faz questão de actualizar diariamente. Partilha através das novas tecnologias histórias deste ofício que remonta à antiguidade.

Na Idade Média, o barbeiro era médico, dentista e cabeleireiro de homens e mulheres. Pelo século XIII, iniciou-se um declínio do ofício quando os médicos reclamaram apenas para si o direito de receitar e operar. Os barbeiros recuperam de novos dois «poderes» no século XVI. Mas volvidos dois séculos, o ofício entra em franca decadência. O barbeiro deixa de ser o dentista, médico, sangrador, amolador e fica apenas com a actividade de fazer barbas e cabelos. Mais recentemente, a vulgarização das lâminas descartáveis e a preferência por um rosto sem barba, reconduzem o barbeiro a novas funções, apenas o tratador de cabelos, ou seja, cabeleireiro.

Na loja 45 do Centro Comercial Apolo 70 estantes e prateleiras mostram algumas das peças coleccionadas por Joaquim. Há também recortes de jornais que revelam a notoriedade alcançada por este «desportista dos penteados». Os clientes procuram o requinte e pacatez da casa.

«Religião, futebol e política são coisas que nesta casa não se falam. São os três assuntos que geram discórdia e aqui ouvimos os clientes e pouco mais», afirma Joaquim, que acrescenta: «esse é outro aspecto que mudou muito no barbeiro. Antigamente a barbearia era espaço de conversas, as pessoas passavam ali os dias. Hoje não. Eu não quero essa algazarra na minha casa».

A esta política de gestão, Joaquim junta a mestria no corte de cabelo. Duas razões que o levaram a juntar uma clientela de classe média alta. Joaquim Pinto prefere deixar os clientes no anonimato. Contudo, a título de curiosidade adiantamos que Joaquim foi «a última pessoa a barbear Sá Carneiro», um mês antes do acidente de aviação que retirou a vida ao político.

A pesquisa e documentação do ofício de barbeiro já valeram a Joaquim Pinto algumas distinções, como Medalha de Mérito da Cooperação e um Diploma entregues pelo Instituto Luso-Árabe para a Cooperação, em 2011, uns anos antes, em 2007, ganhou o prémio Cabeleireiro de Homens na primeira edição da «Hair Fashion Portugal Awards», que teve lugar no Casino do Estoril, e já recebeu um louvor do município de Resende.

Aos 66 anos confessa que «há já alguns anos que deixei de procurar novas peças». Agora interessa-lhe especialmente divulgar o que já possui. Além de Portugal, já expôs no Brasil, em França e revela ao mundo todos os dias a sua colecção no museu online e no blogue (criado em 2009) que conta já mais de 50 mil visitantes.