19 de julho de 2012
18 de julho de 2012
POR OLIMPIO FERNANDES "COVA GALA FIGUEIRA DA FOZ"
terça-feira, 17 de julho de 2012
Beatriz Cruz fotografada pelo irmão Pedro Cruz.
Um bonito sorriso da jovem Beatriz, 18 anos, biologa, cabeleira longa, fazendo um ensaio de penteado para uma festa.Falta ainda uma foto que se perdeu no" nevoeiro",para revelar a arte do Pedro, que fez milagres com a minha maquina , habituada a cortar pés e cabeças, mas quem sabe não esquece e o Pedro Cruz , Cova Gala , Figueira da Foz, focou uma bela imagem da beleza de sua irmã Beatriz.
17 de julho de 2012
Informa seus estimados amigos e leitores do blog Joaquim Pinto Pinto's Cabeleireiros, que depois das férias, e que iram ser mais vagas as portagens irei modificar os sites e trazer novas e diferentes imagens e reportagens publicadas no blog
Até la vou desejando que esperem a expectativa das novidades, que com certeza trarei sempre surpresas.
um abraço
Joaquim Pinto
POR OLIMPIO FERNANDES " FIGUEIRA DA FOZ"
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Para ler: Os barbeiros e as suas origens
Um texto a ler, sobre a evolução dos barbeiros até aos cabeleireiros de homens dos nossos dias, para ler no blogue de Joaquim Pinto!
Os barbeiros e as suas origens.no museu de Joaquim Pinto
O meu colega Joaquim Pinto, autor do museu do barbeiro e cabeleireiro,Online, publicou um interessante texto sobre as origens da nossa profissão.
A meu ver, devia fazer escola nos manuais de formação nas diferentes categorias profissionais, da classe dos barbeiros e cabeleireiros, tornando-os conhecedores do
que foi a nossa profissão ao longo da historia, mas sobretudo a razão em saber de onde viemos.
O texto, se for da profissão ou não pode ler no museu, recorda o que foi a profissão em1950, tinha eu 10 anos, de ridícula aceitação social, mas é a partir dessa altura que a arte ganha novos horizontes e é hoje um sector tecnicamente evoluído, sendo os cabeleireiros portugueses bastante considerados a nível internacional.
A propósito do texto do meu colega, no que referencia a modéstia da profissão aos olhos da sociedade,este facto é verdadeiro e foi por mim assumido no seu vexame. Foi na escola do professor Teixeira, em Montemor-o-velho, não tinha mais de 13 anos, já na barbearia dos meus padrinhos Júlio e Olímpia, depois das aulas. O professor Teixeira, já falecido e por mim perdoado, marcou o seu ensino com a brutalidade da sua pancadaria, chegando a rasgar orelhas e consequentemente provocar hemorragias.
Assumo o que escrevo pois em Montemor,ainda existem por lá testemunhas daquele terror na escola em Montemor-o-Velho.
A meu ver, devia fazer escola nos manuais de formação nas diferentes categorias profissionais, da classe dos barbeiros e cabeleireiros, tornando-os conhecedores do
que foi a nossa profissão ao longo da historia, mas sobretudo a razão em saber de onde viemos.
O texto, se for da profissão ou não pode ler no museu, recorda o que foi a profissão em1950, tinha eu 10 anos, de ridícula aceitação social, mas é a partir dessa altura que a arte ganha novos horizontes e é hoje um sector tecnicamente evoluído, sendo os cabeleireiros portugueses bastante considerados a nível internacional.
A propósito do texto do meu colega, no que referencia a modéstia da profissão aos olhos da sociedade,este facto é verdadeiro e foi por mim assumido no seu vexame. Foi na escola do professor Teixeira, em Montemor-o-velho, não tinha mais de 13 anos, já na barbearia dos meus padrinhos Júlio e Olímpia, depois das aulas. O professor Teixeira, já falecido e por mim perdoado, marcou o seu ensino com a brutalidade da sua pancadaria, chegando a rasgar orelhas e consequentemente provocar hemorragias.
Assumo o que escrevo pois em Montemor,ainda existem por lá testemunhas daquele terror na escola em Montemor-o-Velho.
Ora, para fugir ao trabalho do campo, aprendia a ler e a escrever e também a profissão na barbearia. Só que um dia que nunca mais esqueci, o professor, com os pés em cima da secretária, enrolando o cigarro por entre os dedos, dava ordens a todos para que batessem em todos! Parece que me revejo em redor do" inesquecivel pedagogo", de alunos para alunos batendo uns nos outros. Quando chegou a minha vez do murro no pescoço, o meu colega sem força ou com receio de me magoar, não me deu forte e feio.
A reacção não se fez esperar do ainda recordado Teixeira, mas por razões puramente brutais e fascistas.
Queres que vá ai bater-lhe com força nesse miserável barbeiro, queres, ou apanhas tu!!
Onde quer que esteja estará arrenpendido e eu, afinal, venci a pobreza desse tempo
Queres que vá ai bater-lhe com força nesse miserável barbeiro, queres, ou apanhas tu!!
Onde quer que esteja estará arrenpendido e eu, afinal, venci a pobreza desse tempo
E um dia quem sabe, vou contar-lhe a minha historia de vida e sei que ficará envergonhado por tanta violência gratuita e eu surgirei humilde e sem vinganças.
15 de julho de 2012
Os Barbeiros e as suas origens
"Hoje
«Cabeleireiros de Homens»
"Hoje
«Cabeleireiros de Homens»
O oficio dos barbeiros remonta às mais longínquas épocas, tendo sempre especiais atributos aderentes à sua profissão.
Tiveram sempre grande influência junto dos grandes senhores da Terra. De ordem social, cultural e profissional. Passaram-lhes pela mão do simples lavrador até ao Rei.
Essa grande influência que tiveram não provinha só da Função de Barbear e cortar cabelos, mas doutras especificações diversas que prestavam noutras mestria tais como; Barbeiros Dentistas, Barbeiros de Barbear, Barbeiros de guarnecer, Médico e Cirurgiões, e Sagradores, afiavam todos ferros cortantes, tratavam das espadas dos reis, faziam tranças postiças, perucas e cortavam os cabelos das damas.
Mas com o regimento aprovado em 1786 cabeleireiros de senhoras e como tinham a sua regulamentação autorizado pelo Senado de Lisboa, contenderam-se com os barbeiros em 1826, por estes continuaram a cortar as marrafas. A regulamentação mais antiga à cerca dos barbeiros foi no ano 100 DC já naquele tempo quem transgredisse tinha que pagar 5 dinarios ao agente ou ao sócio. Este documentos gravado em Bronze, escrito em Latim está exposto no Museu Nacional de Arqueologia 117. 22-2.
Foi na idade media que esta profissão atingiu as suas máxima amplitude, e considerada a maior importância social. As primeiras carteiras passadas em Portugal, autorizadas foi EL Rei D. Afonso V, foi um 14-10-1448, depois de dois anos de pratica no Hospital lhe era passada pelo cirurgião Mor. Em 1551 havia práticos em Lisboa 57 médicos, 60 cirurgiões, 197 barbeiros e 25 parteiras.
Uma profissão cheia de histórias e peripécias, tal como esta. Os Barbeiros eram solicitados por todo o povo para tirar dentes, sangrar e pequenas cirurgia, e quando não entendia a doença, escrevia ao cirurgião e dizia-lhe o que entendia, o cirurgião escrevia do outro lado da carta como havia de fazer, tivemos nomes de barbeiros notáveis tais como Francisco de Assis Vai, foi professor de Anatomia e Cirurgia e Manuel Constâncio, também professor de Anatomia e cirurgia e fundador da escola de Medicina em Lisboa e foram Barbeiros.
Em França Ambrósio Pare, primeiro mestre de Cirurgia, ensinou a cirurgia do Rei. Em Inglaterra há um livro autenticado pela Majesty Queen Elízabeth the Mother titulado Barbers A History of Barbers Surgions, que descreve um nome de barbeiros cirurgiões do ano 1308 até ao fim do século XIX, um livro digno de se ver: no fim do século XIII e principio do século XIV, travou-se renhida luta entre os médicos e barbeiros, esta luta teve um carácter especial em França, até que estes são vencidos, sendo-lhes então interditos de receitar por largos tempos. Entre as duas profissões acentuadas rivalidades até que no século XVI novamente aos barbeiros lhes é permitido receitar e fazer operações, claro que nessa época não existia a alta cirurgia.
Os Barbeiros ganharam grande importância a partir do ano 1000 não só pela arte que ocupada em tonsurar os monges, mas também sangrá-los. Os barbeiros sagradores breve passaram a cirurgiões. Em alguns países França e Inglaterra protegeram-se altamente; pôr exemplo em Londres organizaram-se em colégios especiais, com privilégios e garantias dadas pôr Eduardo IV em 1462, e o mesmo aconteceu em França, em Itália e em Espanha. Mas há um ditado que diz: “que ao mais alto sobe ao mais alto pode cair.” Assim aconteceu com estes ilustres profissionais, ao terem as mais distintas posições da Europa, e caíram a degradação quase total, quando lhes foi proibido operar, receitar sangrar e tirar dentes, no fim do século XIX, ao seja 13/07/1870, por ordem do senado de Lisboa, lhes foi proibido exercer estas funções. Desde ai entram numa autentica pobreza eram então alvos de ridicularizadas comédias alusivas aos pobres barbeiros.
A revista ABC, trazia um anúncio com os seguintes dizeres:” Defendei-vos do dragão, era o pobre barbeiro”. A conhecida opera o Barbeiro de Sevilha, o Figaro que caricaturista da actualidade apresentava-se como barbeiro em estado de miséria. Assim não aconteceu com o nosso saudoso caricaturista Rafael Bordalo Pinheiro, que inverte os casos apresenta o barbeiro com grande trufa, bonita barba e todo janota e que o Barbeiro tem que se levar da pobreza que o cerca. Esta profissão esteve em estado de pobreza até a década de 1950.
Gostaria de falar um pouco a cerca da integração e mudança para cabeleireiros de Homens, mas adianto um pouco graças ao evento do corte Francês, ou seja corte Hardy e que este criador Georges Hardy nos veio ajudar com a sua técnica em 1954 e Gean Hugo, também em 1955: e felizmente criou-se a primeira escola dos barbeiros e cabeleireiros em Portugal, em 1952, e o clube Artístico dos cabeleireiros de Portugal em 1950 através de muitas técnicas, reciclagens, congressos e grandes demonstrações da arte consegui-se sair um pouco de tal situação.
A minha opinião é, saiam das vossas casas convivam troquem impressões, não chega por na porta cabeleireiro de Homens e dizer que a profissão mudou-nos, em nossas casas somos os melhores, mas precisamos de ver outros a trabalhar, e depois poderemos certificar que é necessário com todo o apreço e admiração, pelos barbeiros antepassados, mas hoje também queremos vencer, apelando à união da classe entre os grandes amigos cabeleireiros homens e cabeleireiros de senhoras, todas as organizações que representa a classe, que com profissionalismo obediência e trabalho vão dar boa continuidade à tão Prestigiada profissão, Que tão digna é do nosso profissionalismo e dedicação.
Com amizade
MULHERES BARBEIRAS NO SÉCULO XVI.
Vou dar um pouco da história das mulheres barbeiras, que faziam as barbas para ajudar os maridos, porque eram também barbeiros, e enquanto eles se ocupavam nas pequenas cirurgias, que eram os barbeiros cirurgiões, e também iam arrancando dentes ou fazer as sangrias, as mulheres aprenderam a fazer as barbas, que seria um trabalho menos responsabilidade que a cirurgia, e aproveitavam fazer este trabalho de barbear que a foto documenta.
Quando em 13 de Julho de 1870 que tivera que optar serem barbeiros ou dentistas ou cirurgiões, que o barbeiro da altura ficou sem o seu precioso trabalho que era a cirurgia e tirar dentes, estamos a falar em Portugal, que esta lei foi feita pelo senado Português, e então as mulheres já não justificava fazerem as barbas.
Os barbeiro da altura tiveram grandes dificuldades, por lhes tirarem um precioso trabalho que eles executavam com amor á arte e bastante barato, mas a historia tem muitas destas facetas, porque sempre impera a lei do mais forte.
Os barbeiros da altura tivera que introduzir a venda nas barbearias, perfumes, lotaria e qualquer tipo de venda autorizada nas barbearias, para conseguirem sobreviver, e foi assim que terminou uma excelente e valorizada carreira, que a historia jamais vai esquecer, visto já no século XVI tinham regimento próprio, e mesmo que vá custando ´ha medicina de hoje, terão que aceitar que foram uns grandes cirurgiões os barbeiros.
Joaquim Pinto
Corte de verão com algumas versões.
Hugo Santos ,Lavos, Figueira da Foz, 36 anos, é um cliente que não deixa o cabeleireiro envelhecer
profissionalmente, tem sempre questões a colocar sobre o seu corte de cabelo, o que para mim é excelente como desafio a alterações nos seus cortes.
Hoje estava com a" pedrada ", pois há dias que detesto fazer cortes iguais, joguei forte na transformação do Hugo, dizendo-lhe por brincadeira... Ou saio aos ombros, ou corrido pela porta do
cavalo, mas o Hugo sorriu, sorriu e a minha proposta resultou!!!
O pente dois elevou-se pelas partes laterais e nuca, com o Hugo a olhar para o espelho, um pouco aterrado, porque sempre cortou á tesoura.
Depois no vertice e parte frontal, deixei cabelo suficiente pata moldar no mínimo três penteados, a saber...O que tem na foto, aplica-se uma pequena franja masculina e no resto do cabelo , o desalinho
é total,direi que será proprio para uma festa. Também pode usar liso completamente ou então fazer
ainda outros géneros de penteados.
profissionalmente, tem sempre questões a colocar sobre o seu corte de cabelo, o que para mim é excelente como desafio a alterações nos seus cortes.
Hoje estava com a" pedrada ", pois há dias que detesto fazer cortes iguais, joguei forte na transformação do Hugo, dizendo-lhe por brincadeira... Ou saio aos ombros, ou corrido pela porta do
cavalo, mas o Hugo sorriu, sorriu e a minha proposta resultou!!!
O pente dois elevou-se pelas partes laterais e nuca, com o Hugo a olhar para o espelho, um pouco aterrado, porque sempre cortou á tesoura.
Depois no vertice e parte frontal, deixei cabelo suficiente pata moldar no mínimo três penteados, a saber...O que tem na foto, aplica-se uma pequena franja masculina e no resto do cabelo , o desalinho
é total,direi que será proprio para uma festa. Também pode usar liso completamente ou então fazer
ainda outros géneros de penteados.
12 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Agostinho
Nestes tempos de "Tour de France", o jornal "Le Parisien" tem trazido memórias das canções criadas em torno da maior prova ciclística do mundo.
Sou hoje surpreendido com uma canção dedicada, em 1989, a Joaquim Agostinho, cinco anos depois da sua trágica morte em 10 de Maio de 1984. Confesso que nunca tinha ouvido falar da existência dessa canção. É uma bela homenagem de uma França que nunca esqueceu os dois terceiros lugares conseguidos no "Tour" (entre oito classificações nos dez primeiros lugares em vários outros anos) e a sua famosa chegada vitoriosa ao Alpe-d'Huez, em cuja famosa curva 14 está um marco a lembrar o feito.
Ouçam aqui a canção.
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