9 de janeiro de 2015

BARBEARIAS E OS FRASCOS DA BRILHANTINA

Frasco da brilhantina" centenário"

Este bonito frasco com mais de 1oo anos, que foi usado nas barbearias com a respectiva brilhantina para pentear o cabelo, que foi a grande moda á uns tempos atrás.

Já passaram bastantes anos que os clientes era o costume virem á barbearia fazer a barba duas vezes por semana´e mais tarde quase diariamente, porque os tempos e os empregos iam tendo outra exigência e, teria que se andar mais bem barbeado e mais uniformizado que os tempos mudam e nós temos que nos adaptar ao avanço das modas e asseio.

falando no frasco da brilhantina e no habitual dos clientes dos tempos passados, era habitual virem fazer a barbra e dar uma penteadela e então por um pouco de brilhantina, que era um uso comum, e passar a navalha para limpar o pescoço, tal como ainda me lembro quando íamos meter gasolina no carro, sempre aparecia habitualmente limpar os vidros. também me lembro tomar a bica e porem um cheirinho.

Hoje nos tempos mais civilizados e que os preços dariam para essas mordomias que nos deixa saudades, somos atendidos com uns robôs fazem tudo mecanizado, e temos nos habituar á nossa sociedade de consumo.


Como meu blog Joaquim Pinto Pinto's Cabeleireiros completa 100.000 visitas onde muito agradeço aos leitores, e ponho no blog esta linda peça com 100 anos para comemorar estas visualizações. 

Obrigados
Joaquim Pinto

7 de janeiro de 2015

Manuel Joâo de Matos



Manuel João e Cunhado fizeram-me  uma  visita e visitaram o museu do barbeiro e cabeleireiro no Centro Comercial Apolo 70 em Lisboa.

Pois este grande amigo que nos conhecemos e mantemos a amizade desde 1968, mas passam muitos anos sem nos vermos, mas agora tinha passado alguns vinte anos sem nos ver, apesar de nos telefonarmos, e sempre a  convidar-me para ir a Tões para uma petisqueira, que com certeza ira acontecer se as contas não falharem

6 de janeiro de 2015

As Formadoras e Formandos cabeleireiros Tecnogicos 2014/2015 da Santa Casa da Misericordia de Lisboa







Fizeram um visita de estudo ao museu do barbeiro e cabeleireiro no C.. Com. Apolo 70 em Lisboa, onde revelaram muito interece ao verem as peças de antiguidades da profissão barbeiro e cabeleireiro

1 de janeiro de 2015

Os Barbeiros e as Barbas no Dia Primeiro do Ano

 
Como é do conhecimento que a nossa cultura noutros tempos que ninguém ia á missa com a barba por fazer, era uma questão de higiene e respeito pela igreja e pelas pessoas que ao sair da missa e era o ponto de encontro para se cumprimentarem e até fazer os seus negócios.

mas não eram nada bem vistos aparecerem com a barba por fazer, e então o barbeiro se levantava muito cedo para fazer a barba aos seus clientes e amigos, pois as barbas só se faziam mais aos sábados e domingo de manha antes da missa e como tal o barbeiro tinha esse grande cuidado de faze as barbas, pois o barbeiro durante a semana ocupavasse com outras tarefas do campo por exemplo, que só faze barbas não era o suficiente viver só aos fins de semana na arte de barbeiro.
 
Aproveito para desejar um Bom Ano Novo de 2015,Cheio de Prosperidades.

28 de dezembro de 2014

Cabeleireiros de Senhoras e a sua Historia


Quem conhecer um pouco da historia da formação dos cabeleireiros de senhoras estes grandes artistas que tantas senhoras tem embelezado ao longo da sua existência, que tem facilidade em brilhar no feminino que é próprio uma senhora mudar de penteado as vezes que lhe apetece e que o cabeleireiro de senhoras esta em certa vantagem, visto no masculino não se pode sair do discreto e que pessoas de certa postura não vão para o trabalho com penteados artístico, que temos que preservar esse masculino que os cabeleireiros de homens defendem esses atributos que a um homem pertence.
 
Quando se fala num barbeiro e por vezes não lhes dar o valor dos seus atributos que desde sempre exerceu
Os cabeleireiros de senhoras foi uma arte dividida no bom sentido que os primeiros cabeleireiros de senhoras eram barbeiros e esses barbeiros de antigamente foram cortando o cabelo a senhoras e então desde ai se foram dedicando aos corte de senhoras , e então se formaram os dignos mestres que hoje são, e se deve dizer que os famosos cabeleireiros quase a maioria deles começara aprende barbeiro e que se fizeram grandes artistas que muito os admiro estes grandes colegas e amigos.
 
A historia que estou a escrever de dizer que em Portugal só foram oficialmente autorizados a trabalhar oficialmente pelo senado da altura em 03 de Novembro de 1760, sendo lhes sido negado em 1740, quando fizeram a proposta ao senado que regia as leis e só foi aprovado nesta altura que menciono, que podem ler as posturas das artes na historia da Camara Municipal de Lisboa do ano 1942.
 
A historia neste pequeno resumo. dos barbeiros saíram barbeiros cirurgiões, barbeiros dentistas, barbeiros sangradores, e com digo saíram os mestres cabeleireiros de senhoras que preso de ter grandes amigos e grandes artistas,
PAUS-RESENDE
Palavras e afectos em torno de Resende

domingo, dezembro 28, 2014

Entrevista de Anselmo Borges à RUC (Rádio Universidade de Coimbra)





Conduzida por MARIANA ALVES, pode ser ouvida AQUI
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25 de dezembro de 2014

São Martinho de Porres, Padroeiro dos Barbeiros

São Martinho de Porres Padroeiro dos Barbeiros

São Martinho de Lima, ou melhor, Marinho de Porres, conviveu com a injustiça social desde que nasceu a 09 de dezembro de 1579 em Lima, no Peru. Filho de Juan de Porres, um cavaleiro espanhol e de uma ex-escrava negra do Panamá foi rejeitado pelo pai e pelos parentes, por ser negro. 

Aos oito anos de idade, Martinho se tornou aprendiz de barbeiro-cirurgião, duas profissões de respeito na época. Aprendendo numa farmácia algumas noções de medicina. Assim estava garantido o seu futuro e dando a volta por cima na vida.

Mas, não demorou muito e a vocação religiosa lhe falou mais alto. E ele, novamente por ser negro, só a muito custo conseguiu entrar como oblato num convento dos dominicanos. Tanto se esforçou que professou como irmão leigo e finalmente vestiu o hábito dominicano. Encarregava-se dos mais humildes trabalhos do convento, era barbeiro e enfermeiro dos seus irmãos de hábito. Conhecedor profundo de ervas e remédios, socorria todos os doentes pobres da região, principalmente os negros como ele.

A fama de sua santidade ganhou tanta força, que as pessoas passaram a interferir na calma do convento, por isso o superior teve de proibi-lo de patrocinar os prodígios. Mas logo voltou atrás, pois uma peste epidêmica atingiu a comunidade e muitos padres caíram doentes. Então, Martinho associou às ervas a fé e com o toque das mãos, curou cada um deles.

Morreu aos sessenta anos, no dia 03 de novembro de 1639, após contrair uma grave febre. Porém, o “Padre Negro dos Milagres”, como era chamado pelo povo pobre, deixou sua marca e semente. Com as esmolas recebidas fundou em Lima, um colégio só para o ensino das crianças pobres, o primeiro do Novo Mundo.

O Papa Gregório XVI o beatificou em 1837 e foi canonizado em 1962, por João XXIII, confirmando sua festa no dia 03 de novembro. Em 1966, Paulo VI proclamou Santo Martinho de Porres, padroeiro dos barbeiros. Mas, os devotos também invocam por sua intercessão nas causas que envolvem justiça social.

Tirado do blog Do Barbeiro ao Visagista

23 de dezembro de 2014

Navalhas de Barbear




Navalhas de barbear com diferenças de três mil anos, podem calcular fazer a barba com estas antiguidades ate arrepia só em pensar ir ao barbeiro e nos começar a barbear com estes instrumentos

segunda-feira, dezembro 22, 2014

Crónica de Anselmo Borges: "HERANÇA CRISTÃ DA EUROPA"

Publicada no DN do último sábado e pode ser lida aqui
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Publicado por Marinho Borges Às 18:49

20 de dezembro de 2014

João Ferreira Rosa " Fadista"



Tive a honra de estar num espetáculo onde atuou  a cantar alguns dos seus êxitos. o nosso grande fadista João Ferreira Rosa, e não se importou de ser fotografado para por no meu blog. um homem com formação e culto acompanhado de humildade e muito dedicado a quem quer trocar impressões com ele. que não precisa de se evidenciar. que não precisa porque tem prestigio suficiente

Avantino Silva e Joaquim Pinto


Recordando o meu amigo Aventino quando me fez uma visita a Resende minha terra, na ocasião da exposição de peças de barbeiro e cabeleireiro, no museu da Camara Municipal de Resende, e que nunca é demais recordar sempre os nossos bons amigos, e meu colega cabeleireiro muito conceituado neste Pais.

19 de dezembro de 2014

Tristão da Silva "Fadista"



Tudo podemos perder na vida menos a amizade que que se cria com os amigos que nunca esquece, como tal aconteceu que confraternizamos com um almoço de pois de ter feito uma visita ao museu do barbeiro e cabeleireiro no Apolo 70 em Lisboa, o meu amigo Tristão da Silva "Fadista" que passaram 43  anos sem nos encontrarmos, porque convivemos bastante na nossa juventude.

As fotos marcam a visita acompanhados pelas esposas que foi um caso interessante para pormos conversas em dia, e que havia grande motivos para isso porque passou muito tempo sem nos ver-mos

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

João Carlos Freguesia de São Pedro

Com gosto orientado na sua idade, o João Carlos, precisou o modelo do corte, dizendo-me o que pretendia e depois foi fazer com pente dois , nas partes laterais,A nuca a pente dois, mas depois o volume vai sendo cortado, até que  na frente,surja então um movimento com mais cabelo para ser moldado a seu gosto, Aí...O cabeleiereiro, nada pode fazer, o pormenor final é muito pessoalizado

Excelentes trabalhos da minha colega Sónia Rama,Ferreira a Nova Dignos do próximo festival no Casino da Figueira da Foz

14 de dezembro de 2014

Navalhas de Barbear Para Todos os Gostos



Hoje muito apreciada por todas as classes sociais a minha coleção de artigos de Barbeiro e cabeleireiro exposta no museu no apolo 70 em Lisboa-
 
Devo dizer que me levou a estudar um pouco desta nossa profissão do barbeiro e cabeleireiro, que ainda me lembro o modesto barbeiro da aldeia andar de porta em porta a fazer a barba aos seus clientes, e todas as semanas que era o habitual fazer a barba e cortar o cabelo quando necessário e cortar o cabelo a um ou dois miúdos, e o seu trabalho era justo com um alqueire de milho.

12 de dezembro de 2014

Por Olimpio Fernandes

Olímpio deixou um novo comentário na sua mensagem "Manuel Paula disse... Barbearia Palácio Elegante”:...":

Meu caro e respeitado colega.O seu texto é um pedaço de história da nossa profissão e que bem estruturado chegou á Figueira da Foz.Quero dizer, ao mundo da nossa classe! Que beleza de recordação da baixa de Lisboa, que tempo aquele em que as barbearias tinham esse estilo social.Fiz escola de senhoras na Rua Nova do Almada e na Rua do Crucifixo 50, Comi na Palmeira e poucas vezes os bifes no Galego , Agradeço muito este seu texto, porque os que se esquecem de onde partem,seguramente não sabem onde estão Aceite o meu abraço

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Publicada por Olímpio em JOAQUIM PINTO PINTO'S CABELEIREIROS a 11 de dezembro de 2014 às 20:28

Fernando Magalhães Presidente da A. P. B. C. I. B.

Fernando Magalhães deu nos o prazer de visitar os amigos, e também veio visitar o museu do barbeiro e cabeleireiro no Centro Comercial do Apolo 70 em Lisboa onde lhe agradecemos a sua visita.

11 de dezembro de 2014

Manuel Paula disse...

Barbearia Palácio Elegante”: Memórias com mais de meio século

Como já referi em anteriores ocasiões, entrei como paquete na Barbearia Palácio Elegante em 1962. Trata-se de um espaço (já desaparecido), que se situava na Rua do Ouro em Lisboa, entre as ruas da Vitória e de São Nicolau. Era uma barbearia, essencialmente frequentada pela classe média e alta da capital: banqueiros, políticos (ligados ao regime), artistas, militares e nomeadamente profissões ditas liberais como advogados, médicos…. 
Sem querer enfatizar muito este aspecto sociológico, diria que tanto o “Palácio Elegante” como a Barbearia Rosa de Maio sita na Rua de São Nicolau, acolhiam a grande elite lisboeta. Recordo-me de clientes como o Coronel Kaulza de Arriaga; do banqueiro Jorge de Brito; lembro-me do jovem Vitorino de Almeida (posteriormente Maestro Vitorino de Almeida), que se fazia acompanhar de seu pai; lembro-me do jovem Carlos do Carmo, que de vez enquanto me pedia para ir à tabacaria do Rossio, que era ao fim da Rua do Ouro, colocar uma pedra no seu isqueiro…. 

A barbearia tinha mais ao menos 10 barbeiros (três dos quais eram os sócios da mesma),O Sr. Jerónimo , Sr. Neto e Sr. Santos. Quatro manicuras; uma auxiliar, que ainda hoje me recordo o seu nome: Stela, com a especificidade só de lavar as cabeças aos clientes, que na altura tinha muita saída, devido ao corte de cabelo à francesa, grande inovação da época e que na altura custava 40 escudos. A barba era salvo erro cinco escudos. Havia ainda, dois engraxadores o Duarte e o Júlio e uma senhora a Arlinda que cuidava do material utilizado pelos barbeiros. E, para completar esta apresentação à posterior, eu e mais outro companheiro, tínhamos um conjunto plural de funções: fazíamos recados aos clientes e também aos barbeiros e manicuras; cuidávamos do espaço, varrendo o chão e também ajudando os barbeiros em algumas tarefas e outras de âmbito mais restrito, como ir ao banco de Portugal na Rua do Comércio, trocar dinheiro para fazer face ao quotidiano da caixa da barbearia (os chamados trocos).
Um grande abraço para os amigos: Joaquim Pinto e Olímpio, ilustres representantes e profissionais desta nobre arte.
Manuel Paula

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8 de dezembro de 2014

HISTORIAS DOS BARBEIROS E CABELEIREIROS


1551 = Havia em Lisboa 57 Médicos 60 Cirurgiões 197 Barbeiros e 25 Camareiras.
1635 = Apareceu o Primeiro Cabeleireiro de Senhoras "Champanhe"
No século XV foi aprovado aos barbeiros estarem 2 anos de prática nos Hospitais para aprenderem as cirurgias e a Sangrar.
No seculo xv1 os barbeiros e sangrados tinham regimento próprio
1693 = Barbeiros foram obrigados a saber ler e escrever.
1870 = 31/7 Foram proibidos os barbeiros de de tirar dentes e sangrar.
-1880 = Aparece o primeiro champô.
1873 = Era criada a primeira Associação dos Barbeiros e Cabeleireiros.
1900 = Primeira pintura e descoloração.
1930 = Primeiro champô neutro.
1955 = Primeiro curso em Portugal.
1954 = Primeiro método Hardy.
1954 = Primeira Demonstração em Oeiras pelo Campeão Cabeleireiro de Homens Jean Hugo.
1952 = Primeira Escola de barbeiros e Cabeleireiros.
1950 =Primeiro Clube Artístico dos Cabeleireiros de Portugal

7 de dezembro de 2014

Crónica Urbana

Museu do Barbeiro e Cabeleireiro, Lisboa: Barba? Cabelo? Dentes?

Entro no Centro Comercial Apolo 70, perto do Campo Pequeno, e desço até à cave. Passo pela loja dos animais, que conheço desde pequena, e pelo restaurante redondo onde se comiam generosos gelados com chantilly e que hoje oferece comida japonesa em tapete rolante, e chego ao que procurava: o Museu do Barbeiro e Cabeleireiro. Na porta, um aviso pede a quem desejar visitá-lo que se dirija ao Pinto’s Cabeleireiros, logo ali em frente.

São quase horas de almoço, mas Joaquim Pinto não hesita. “Claro que posso ir mostrar, é mesmo para isso que ele existe”, diz, sorrindo. Gosta muito de receber visitas — afinal foi para isso que durante 30 anos comprou e reuniu todos os objectos que encontrou que estivessem de alguma forma relacionados com a sua profissão.
Entramos. Ao fundo, sobre uma mesa, estão várias taças de louça. Joaquim Pinto pega numa delas e encaixa-a no braço, demonstrando como se fazia. “Era posto aqui, com um bisturi o barbeiro cortava a veia e fazia a sangria.” Recuámos, portanto, à época dos barbeiros-sangradores, quando quem fazia barbas e cortava cabelos arrancava também dentes e fazia sangrias quando era necessário.
Mas não se pense que se tratava de charlatães, apressa-se a esclarecer Joaquim Pinto, que só tem coisas boas a dizer da profissão. “No século XVI, esta profissão já tinha regimento próprio e era muito louvada porque eles faziam de tudo um bocadinho. Tinham de estar dois anos com os profissionais no Hospital de Todos os Santos e o cirurgião-mor é que lhes passava a carteira.” Apesar de não existirem os meios que existem hoje, “havia bons artistas a trabalhar”.
Mostra também uma caixa cheia de pequenas peças de metal de tamanhos diferentes: o “estojo portátil de limpeza de boca do barbeiro-dentista”. “As duas profissões foram oficialmente separadas a 3 de Julho de 1870. Nessa altura, quem quis ir para barbeiro foi, quem quis ir para dentista foi.” Ou seja… mais ou menos. Joaquim Pinto ainda se recorda de ver na sua terra, quando era pequeno, “um barbeiro que tirava dentes”.
Convida-nos a olhar para uma gravura onde duas mulheres com um ar divertido fazem a barba a homens que seguram os pratos de louça debaixo do queijo, encaixados no pescoço. “Hoje dizem que é muito moderno uma senhora trabalhar em cabeleireiros unissexo, e eu acho uma profissão muito bonita, mas há 400 anos as mulheres faziam barbas. Elas eram barbeiras quando o barbeiro, o marido, trabalhava noutro serviço, que eram geralmente as pequenas cirurgias.”
Entre as peças da colecção que o enchem de orgulho, estão “300 e tal navalhas de barbear”, muitas delas “modelos especiais”, com lâmina de aço e cabo de marfim. “Veja. É uma coisa linda”, diz. Abre um estojo de interior almofadado, onde repousam várias navalhas. “Antigamente, os senhores fulanos de tais tinham uma para cada dia da semana. Era uma questão de vaidade, porque elas até são iguais. Eu uso verniz de banana para não as deixar enferrujar”, explica.
Há pincéis e taças para fazer espuma para a barba, pequenos e elegantes frascos com borrifador para espalhar o sublimado (desinfectante), o álcool ou o perfume nos rostos dos homens depois de feita a barba. Há ferrinhos que eram aquecidos e usados para revirar as pontas dos bigodes dos homens e ondular os cabelos das senhoras. “Quando se inventou o penteado Marcel [as ondas no cabelo ao estilo da cantora e actriz Josephine Baker], apareceram estas lamparinas para aquecer os ferros.”
No museu de Joaquim Pinto pode ver-se “o primeiro modelo de secador de pé na corrente 110 volts”, uma espécie de mão em forma de aranha metalizada que encaixava nas cabeças libertando calor. E também uma máquina de fazer permanentes vinda dos anos 40, com os bigodis, usados para fazer o caracol, e presos com as molas que tinham estado a aquecer numa grande estrutura redonda. Ou uma grande colecção de lâminas de barbear Gillete, mais de cem modelos diferentes da peça criada pelo norte-americano King Camp Gillette no início do século XX.
E assim, em duas pequenas salas na cave do Apolo 70, percorremos a história de como, ao longo dos tempos, os homens e as mulheres foram lidando com as questões capilares — mais caracol, menos caracol, barba e bigode?, barba, bigode e dentes? A verdade é que há séculos que nos entregamos nas mãos dos barbeiros e dos cabeleireiros, confiando-lhes os nossos segredos, os nossos medos, as nossas dúvidas, os nossos dentes e, mais importante que tudo isso, os nossos penteados.



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