5 de abril de 2015

Barbeiros marcaram presença na população


Os barbeiros em tempos que já la vão, e que vamos lembrando as memória do passado, os barbeiros andavam de porta em porta com a caixa ou baú, com a despectiva ferramenta a atender seus clientes para fazer o seu ato cívico irem á missa com a barba feita.

Neste dia sagrado especialmente tudo ia á missa, e era uma questão cultural e asseio na sociedade aparecerem de barba feita, senão a sociedade os chamava anti-higiénicos e falta de postura. Pois o barbeiro mais se tinha que despachar especialmente no dia do senhor estarem de cara lavada, e para receberem a cruz de Cristo em casa, que era e ainda é  o dia mais importante da nossa fé cristã

28 de março de 2015

Pelouro da Cultura da Camara Municipal de Lisboa

O Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, já anunciou na sua agenda cultural a visita ao Museu do Barbeiro e Cabeleireiro no dia 13/04/2015.

è com imensa satisfação, o merecer uma visita assim, e levei a cabo de as entidades oficiais terem interesse na visita e na divulgação, onde deixo os meus agradecimentos.
 

25 de março de 2015

Museu do Barbeiro e Cabeleireiro

 

Museu do Barbeiro e Cabeleireiro

                             
Cortar e afeitar é uma arte que já tem barbas
Nelson Jerónimo Rodrigues
 Revista Life Cooleur

Na cave do Centro Comercial Apolo 70, em Lisboa,
há um baú de recordações com mil e um objetos que ajuda a contar a história dos cabelos, barbas e afins. Lâminas e navalhas, ferros de revirar bigodes ou utensílios de barbeiro-dentista são algumas das preciosidades reveladas neste museu pelo cabeleireiro Joaquim Pinto. Então, como vai ser? Uma mise, uma permanente ou um corte à escovinha?
Foi inaugurado há pouco mais de um ano (fevereiro de 2014) mas tem uma história quase tão longa quanto os cabelos de Sanção. O Museu do Barbeiro e Cabeleireiro resulta de três décadas da pesquisa e recolha de Joaquim Pinto, cabeleireiro desde 1966 que dedicou boa parte da vida a juntar relíquias relacionadas com a sua profissão.
Depois de muitos anos a mostrar a coleção aqui e ali - expôs em todo o país e até em França - decidiu abrir um espaço permanente onde o espólio pudesse ser admirado quase todos os dias (apenas encerra ao domingo). A cave do Apolo 70 pode parecer um local inusitado mas tem uma razão de ser: é lá que funciona o salão Pinto`s Cabeleireiros, inaugurado em 1971 no mais antigo centro comercial de Lisboa. E assim, enquanto dá umas tesouradas e apara uns bigodes, pode dar um saltinho à loja vizinha e abrir (gratuitamente) o museu a todos os interessados.

Tesoura e navalhas que fizeram história
O espaço divide-se em duas pequenas salas (contíguas) repletas de objetos. Na primeira saltam à vista duas imponentes cadeiras de barbeiro, uma centenária, oferecida por um colega de profissão de Almeirim, e a outra com cerca de 150 anos, comprada numa feira de Oeiras por 45 contos. Ainda mais valiosas são a navalha de barbear e a escova do rei D. Carlos, emolduradas junto às tesouras que, nas mãos do próprio Joaquim Pinto, cortaram pela última vez o cabelo ao ex-primeiro ministro Sá Carneiro.
De todas as peças, a favorita de Joaquim Pinto é um conjunto de navalhas de barbear, uma para cada dia da semana, mas há outra que lhe traz ainda mais memórias: a ferramenta utilizada na primeira vez que cortou (profissionalmente) o cabelo a alguém (num salão que teve em Moscavide) no final dos anos 60. Mas antes disso já a recruta e a guerra colonial tinham sido passadas de tesoura e máquina zero na mão. O jeito revelado foi tanto que, ainda hoje, corta o cabelo ao Comandante e a outros homens da sua antiga companhia.
A história dos cabelos e da barba é contada através de objetos muito antigos, como uma bacia em louça da Companhia das Índias, e outros mais tecnológicos (para a época) que parecem saídos dos filmes de ficção científica do início do século passado. São os casos de um secador de pé com corrente de 110 volts ou de uma máquina de fazer permanentes a quente utilizada nos anos 40. Curiosos são também os antigos ferros de frisar cabelos e bigodes, uma maleta em cortiça de um barbeiro ambulante alentejano e um diploma da Associação de Barbeiros, Cabeleireiros e… Amoladores. Sim, em 1855 os três ofícios faziam parte da mesma corporação.
Em tempos idos os barbeiros tinham ainda mais responsabilidades. Até 1870 alguns também arrancavam dentes, função recordada, por exemplo, com um estojo portátil de higiene oral, e outros ainda faziam pequenas cirurgias e sangramentos, como mostram algumas bacias e utensílios da época. Na altura não havia anestesia mas uma bebida alcoólica (quanto mais forte melhor) ajudava a disfarçar a dor.
Segredos bem guardados e relíquias para o mundo ver
Num canto do museu encontramos mais preciosidades, com destaque para uma coleção de giletes descartáveis e para uma cadeira de barbeiro bicentenária em madeira. Já na divisão mais pequena do museu estão expostos vários livros, ilustrações e cartazes mas o que mais sobressai são os frascos outrora utilizados para guardar produtos indispensáveis numa barbearia, como a brilhantina, a água de colónia ou o pó de talco.
Junto a eles, uma moldura com recortes de jornais mostra algumas das muitas notícias sobre Joaquim Pinto e o seu estabelecimento. “A Catedral do corte e penteado”, titula uma, “A arte de ser discreto”, diz a outra, e por aí em diante. Uma fama que vem de longe e continua a atrair inúmeros ilustres, da política ao mundo dos negócios. Muitos acabam por deixar escapar alguns segredos e até desabafar sobre a vida pessoal mas o que contam fica no segredo dos Deuses. Haverá melhores confidentes que os barbeiros? “Nem os padres!”, brinca Joaquim. O que é para guardar não sai das paredes do salão. O resto está à vista de todos no Museu do Barbeiro e Cabeleireiro.

2015-03- 23

24 de março de 2015

Amandio Monteiro Nobre

Um excelente trabalho e um excelente modelo -com este corte de cabelo, feito nos Pinto's Cabeleireiros do Apolo 70

 Não se importou ser fotografado o João Morgado,  com o seu cabeleireiro Amândio Monteiro Nobre, um bom artista e criador e cativante tabem da juventude, que é sempre gratificante cativar os novos para darmos uma boa continuidade aos salões.

18 de março de 2015

Barbearias da Figueira da Foz no século XX

Por António Jorge Lé




Ambiente acolhedor e com um raio de sol a entrar pela porta. Na parede uma gaiola com um periquito ou um calendário. Corte e lavagem são mais caros, vê-se no preçário que está na parede meia caiada.



Lacas e Pitralon embrulham-se nas prateleiras com os perfumes e o espelho, na zona baixa do móvel está o pincel o assentador, as navalhas e as várias tesouras, até a máquina que corta e não aleija... As cadeiras e alguns jornais compõem o recheio da casa. Cá fora o letreiro. Este é o ambiente que envolve o conceito das barbearias do século XX. As conversas esbatiam os desagrados políticos, apartidários e clubistas. Jogava-se no totobola, comprava-se a lotaria e ouvia-se rádio...



O senhor Albuquerque foi quem abriu a barbearia que faz esquina entre as ruas Maestro David de Sousa e Bernardo Lopes. Montou a casa que anos depois estiveram vários profissionais do sector, como o Zé, o Tó-Zé, o Joaquim, entre outros.



Na Rua da Liberdade, a história manda contar duas barbearias: no topo da artéria a do António Galizão, que esteve durante largos anos com porta aberta, donde era visível a sua habitual bicicleta estacionada no topo norte; e a que, a meio da rua, acolheu durante anos a arte do senhor Evangelista exactamente onde esteve depois o senhor Frederico. Na Rua da Fonte, um pouco acima do Thaiti, João Rola abriu uma barbearia onde esteve anos mais tarde, até praticamente à morte, António dos Santos Monteiro.

A Barbearia Forte, ao lado do Europa, esteve muitos anos o simpático Palaio. Ao lado havia um salão também para senhoras. Na “Rua do Casino”, ao lado da Tabacaria Pessoa, um empresário de Coimbra abriu a Barbearia Moderna. António Clemente, chegado do Brasil assumiu a casa e ali trabalhou durante anos. Por lá passaram Luís Freitas e o saudoso Valter, filho do dono.

Na mesma rua, exactamente onde se encontra o supermercado Ovo, havia o Godinho – outra barbearia da Figueira. Fazia esquina para a Rua do Mercado (Rua Francisco António Dinis).

Em frente ao Jardim Municipal situava-se o Moutinho, onde esteve o Rola, que hoje ainda desenvolve a profissão na Rua do Estendal. Quem soube para a Igreja Matriz pela Rua Fresca, e na porta pintada a azul, onde se encontra uma oficina de velocípedes, existia o João Ribeiro, outro oficial da barbearia.



No decurso do século XX e passeando pelas barbearias da Figueira, recorda-se uma outra no Largo do Carvão, que tinha também um salão de cabeleireiro. Não se pode esquecer ainda o Guerra, junto onde esteve a SolPrata. Durante anos, a seguir a seu pai, esteve o Alexandre. Subia-se um degrau alto e ali se estava. Depois fechou.

Na Praça Velha existia o Morais. Outro barbeiro que marcou uma época. Agora ainda lá está o filho. Neste rol de lembranças não se pode esquecer o Esteves, do lado oposto daquela praça. Quem subia para a Casa Rádio, no tempo de Ângelo Tavares Gil, encontrava Barbearia Académica, do senhor Santos, subindo ia-se ao encontro da barbearia onde estava o Carriço.



Na Praça Nova havia duas na mesma linha de rua: o Matos e o Manuel “do Arroz”.

A caminho da Estação ainda havia barbearias. O filho do Guerra, ali no redondo da Singer, e o Albano, mais ou menos em frente à Nau. Em frente à antiga Casa de Saúde havia a barbearia do Tonecas, diminuitivo carinhoso de António Coelho. Um exímio tocador de instrumentos de cordas no rancho de Vila Verde e um fã incondicional da alimentação saudável, onde o mel e o alho pontificavam.



Nas barbearias do Grande Hotel e do Casino, a partir dos anos 60, de Maio a Outubro (período da concessão), depois do Adelino, esteve o Tó-Zé (vindo da sua barbearia da Rua da Restauração) até ao fecho destas secções. Aqui havia também manicura – a Maria José e a Glória são apenas dois nomes que recordamos.



Segundo António José Ferreira Lé (Tó-Zé), hoje com 91 anos, por volta de 1940 “havia 22 barbearias na Figueira”. Havia ainda um barbeiro que estava afecto ao Quartel, “o Vítor, filho do Albano”, lembra.



Os engraxadores também faziam parte de algumas barbearias.



Recorde-se que a Figueira da Foz, onde não quero deixar de enumerar dos cabeleireiros Egídio, Mário Bertô, Cecília, Fernando, Alice, Né e Olímpio, entre outros, foi durante anos ponto obrigatório do célebre Festival Internacional do Penteado, onde o falecido Renzo Carlluci, António Pinto e Cristina Bento preparavam cuidadosamente a montra das tendências dos penteados - muitas vezes marcava o curto, com nucas pronunciadas. Assim se fez a moda durante muitos anos.


12 de março de 2015

PINTO'S CABELEIREIROS APOLO 70





O Museu do Barbeiro e Cabeleireiro está em alta pela bastas visitas e divulgarão pela comunicação social que não tem esquecido tal divulgação, e que instalou no conhecimento publico que tem sido visitado com bastante frequência todos os dias.
 
Temos o prazer de ser visitado pelo Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, e que iram publicar um tempo antes da visita para dar mais conhecimento ás pessoas pela existência de um projeto tão cultural. 

PINTO'S CABELEIREIROS APOLO 70

Temos a partir de agora que foi inaugurado um novo gabinete privado para Massagens,
Depilações, Limpeza de Pele, Manicura e Pedicura, na oja 34 ao lado do cabeleireiro Pinto's, onde pode começar a fazer sua marcação, para o que necessitar, onde vamos manter o mesmo atendimento com o mesmo profissionalismo que sempre atendamos.

                      Marcações pelo Tel. 217966718 / Tlm. 966856893  

10 de março de 2015

terça-feira, 10 de março de 2015

O João Filipe, ao sentar-se na cadeira...

Quero mudar o corte, estou farto do mesmo estilo.
São estes jovens que me fazem sentir profissionalmente novo, vamos a isto e já, disse.lhe.

5 de março de 2015

                            Taça do Barbeiro
  
        
Antiga BB Ribeira Porto Taça Barbeiro
                                   
  • Antiga BB Ribeira Porto Taça Barbeiro
  • Antiga BB Ribeira Porto Taça Barbeiro
 

Antiga Barbearia de Bairro da Ribeira do Porto Taça de Barbeiro

 
 A taça de Barbeiro é da marca da Antiga Barbearia de Bairro, inspirada num modelo antigo de 1870. Esse modelo está presente no museu do Barbeiro e do cabeleireiro, fazendo parte da coleção do Sr. Joaquim Pinto. Este utensílio recria um gesto do Barbeiro, que usa a taça com água para ir humedecendo o pincel.

1 de março de 2015

PRIMEIRA TESOURA DO ANO 1966 DE JOAQUIM PINTO

TESOURA DE CORTE DE CABELO DO ANO 1966 " PRIMEIRA DE JOAQUIM PINTO"
PRIMEIRA TESOURA DE JOAQUIM PINTO
De origem Espanhola de Jose monserrate, que eram bastante boas, e eram mais barata, que os tempos não eram bons para comprar as mais caras.

Deixa-me muitas saudades, que se a tesoura falasse me descobria muitos erros, que nos princípios cometi , todos fazemos nossas asneiras, e mesmo hoje também fazemos, só não faz aquele que não é honesto em dizer a verdade.

Tambem tenho a navalha desde que comecei a trabalhar, que oportunamente a irei mostrar, que são relíquias que nos acompanham até ao fim, que a nossa querida profissão metade é paga com dinheiro outra é paga com amizade que não tem preço, a intimidade e respeito e consideração que ganhamos pelos nossos clientes não tem preço.

25 de fevereiro de 2015

Secador de Cabelo Vigotaifum

 
Este secador muito usado na época de sessenta, hoje faz parte do museu do barbeiro e cabeleireiro. São ultrapassados pelas inovações de outros mais modernos, e com certeza mais seguros, que como sabem se tornava um pouco perigos, visto ser de metal, e podia dar choque no caso de entrar em circuito

23 de fevereiro de 2015

Pinto's Cabeleireiros Apol 70

Crónica Urbana

Museu do Barbeiro e Cabeleireiro, Lisboa: Barba? Cabelo? Dentes?


Entro no Centro Comercial Apolo 70, perto do Campo Pequeno, e desço até à cave. Passo pela loja dos animais, que conheço desde pequena, e pelo restaurante redondo onde se comiam generosos gelados com chantilly e que hoje oferece comida japonesa em tapete rolante, e chego ao que procurava: o Museu do Barbeiro e Cabeleireiro. Na porta, um aviso pede a quem desejar visitá-lo que se dirija ao Pinto’s Cabeleireiros, logo ali em frente.

São quase horas de almoço, mas Joaquim Pinto não hesita. “Claro que posso ir mostrar, é mesmo para isso que ele existe”, diz, sorrindo. Gosta muito de receber visitas — afinal foi para isso que durante 30 anos comprou e reuniu todos os objectos que encontrou que estivessem de alguma forma relacionados com a sua profissão.
Entramos. Ao fundo, sobre uma mesa, estão várias taças de louça. Joaquim Pinto pega numa delas e encaixa-a no braço, demonstrando como se fazia. “Era posto aqui, com um bisturi o barbeiro cortava a veia e fazia a sangria.” Recuámos, portanto, à época dos barbeiros-sangradores, quando quem fazia barbas e cortava cabelos arrancava também dentes e fazia sangrias quando era necessário.
Mas não se pense que se tratava de charlatães, apressa-se a esclarecer Joaquim Pinto, que só tem coisas boas a dizer da profissão. “No século XVI, esta profissão já tinha regimento próprio e era muito louvada porque eles faziam de tudo um bocadinho. Tinham de estar dois anos com os profissionais no Hospital de Todos os Santos e o cirurgião-mor é que lhes passava a carteira.” Apesar de não existirem os meios que existem hoje, “havia bons artistas a trabalhar”.
Mostra também uma caixa cheia de pequenas peças de metal de tamanhos diferentes: o “estojo portátil de limpeza de boca do barbeiro-dentista”. “As duas profissões foram oficialmente separadas a 3 de Julho de 1870. Nessa altura, quem quis ir para barbeiro foi, quem quis ir para dentista foi.” Ou seja… mais ou menos. Joaquim Pinto ainda se recorda de ver na sua terra, quando era pequeno, “um barbeiro que tirava dentes”.
Convida-nos a olhar para uma gravura onde duas mulheres com um ar divertido fazem a barba a homens que seguram os pratos de louça debaixo do queijo, encaixados no pescoço. “Hoje dizem que é muito moderno uma senhora trabalhar em cabeleireiros unissexo, e eu acho uma profissão muito bonita, mas há 400 anos as mulheres faziam barbas. Elas eram barbeiras quando o barbeiro, o marido, trabalhava noutro serviço, que eram geralmente as pequenas cirurgias.”
Entre as peças da colecção que o enchem de orgulho, estão “300 e tal navalhas de barbear”, muitas delas “modelos especiais”, com lâmina de aço e cabo de marfim. “Veja. É uma coisa linda”, diz. Abre um estojo de interior almofadado, onde repousam várias navalhas. “Antigamente, os senhores fulanos de tais tinham uma para cada dia da semana. Era uma questão de vaidade, porque elas até são iguais. Eu uso verniz de banana para não as deixar enferrujar”, explica.
Há pincéis e taças para fazer espuma para a barba, pequenos e elegantes frascos com borrifador para espalhar o sublimado (desinfectante), o álcool ou o perfume nos rostos dos homens depois de feita a barba. Há ferrinhos que eram aquecidos e usados para revirar as pontas dos bigodes dos homens e ondular os cabelos das senhoras. “Quando se inventou o penteado Marcel [as ondas no cabelo ao estilo da cantora e actriz Josephine Baker], apareceram estas lamparinas para aquecer os ferros.”
No museu de Joaquim Pinto pode ver-se “o primeiro modelo de secador de pé na corrente 110 volts”, uma espécie de mão em forma de aranha metalizada que encaixava nas cabeças libertando calor. E também uma máquina de fazer permanentes vinda dos anos 40, com os bigodis, usados para fazer o caracol, e presos com as molas que tinham estado a aquecer numa grande estrutura redonda. Ou uma grande colecção de lâminas de barbear Gillete, mais de cem modelos diferentes da peça criada pelo norte-americano King Camp Gillette no início do século XX.
E assim, em duas pequenas salas na cave do Apolo 70, percorremos a história de como, ao longo dos tempos, os homens e as mulheres foram lidando com as questões capilares — mais caracol, menos caracol, barba e bigode?, barba, bigode e dentes? A verdade é que há séculos que nos entregamos nas mãos dos barbeiros e dos cabeleireiros, confiando-lhes os nossos segredos, os nossos medos, as nossas dúvidas, os nossos dentes e, mais importante que tudo isso, os nossos penteados.
       
      

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O Jovem João Pedro, assumiu a sua liberdade, no corte do cabelo, notoriamente deste tempo em que vivemos.

Se não fossem estes jovens, garanto-vos que o meu profissionalismo estava ultrapassado, restando-me a minha respeitada clientela da minha geração.
A realização de um barbeiro/ cabeleireiro de homens, deve sustentar-se nos diversos tipos de trabalho e comunicação. Pois; para um cliente  idoso como eu, não vou" tramelar"o que falo com um jovem , tendo em presença  duas pessoas distanciadas nos gostos e nas culturas de cada um. .Por esta razão estou rodeado de colegas que mais sabem, retirando- deles a necessária escola das transformações e que se aplicam em clientes idosos ou jovens.
Orgulho-me e com vaidade profissional o escrevo, que sou procurado por muitos jovens com0 foi o caso do João Pedro
A escola em Paris, dos cabeleireiros, é fascinante, já com idades entre os 70 ou 80 anos, os seus trabalhos tem sempre o toque da modernidade e sobretudo a escola da humildade, o que nos meus colegas (alguns colegas) é manteiga derretida e vaidosa. Vejam o caso do nosso museu.Um projecto de Joaquim Pinto a propria Câmara , de Lisboa, prepara-se para o incluir nos seus roteiros turísticos, mas os meuos colegas por inveja, nem sequer o visitam, uma pobre inferioridade e pedantismo que os isola no envelhecimento.