19 de dezembro de 2015

Barbeiros e Cabeleireiros


Usavam noutros tempos nos salões de barbeiros e cabeleireiros, para aquecer água e ferros de frisar os cabelos e os bigodes.

14 de dezembro de 2015


PAUS-RESENDE
Palavras e afectos em torno de Resende

 

 segunda-feira, dezembro 14, 2015

Prof. Dulce Pereira presta homenagem a Henrique Saraiva, recentemente falecido*      
O meu "avô" arrais, vereador, poeta e escritor
Conheci o Sr. Henrique Saraiva há um bom par de anos. Quinze para ser mais precisa! Nessa altura tinha iniciado a minha estreia política. Claro que já o tinha visto antes. Não passavam despercebidas as suas barbas branquinhas que lhe emolduravam o rosto sulcado de rugas, a sua figura esguia e aqueles olhos escuros que nos iluminavam como dois faróis. Nem toda a gente teve oportunidade de o conhecer, de sentir a sua essência. Eu fui uma das privilegiadas! Um dia cruzei-me com ele em Caldas de Aregos. Cumprimentei-o. Olhou-me a sorrir enquanto apontava o espelho d'água que se estendia aos nossos pés e me informava que nem sempre tinha sido assim este rio Douro. Percebeu que tinha uma ouvinte atenta e ali ficámos. Ele a falar-me do Douro, da sua história, das suas gentes...e dos arrais! Ele que também o fora, um arrais do rio Douro. Fiquei fascinada a ouvi-lo. Ali estava um verdadeiro contador de histórias! Nos que se seguiram houve arrais e outras histórias. Histórias de uma...de muitas vidas. Visitava-me no meu gabinete, na Câmara Municipal, (onde também tinha sido vereador, há muitos anos atrás) ou no Museu Municipal. Levava-me poemas e pensamentos escritos num computador, onde escrevia aos 90 anos. Ripava-os do bolso do casaco, escritos em folhas de papel A4. Eu segurava-os, sorria e pedia-lhe para os ler em voz alta. Ele escutava-me e no fim perguntava-me sempre se tinha gostado. Um dia, para lhe provar que gostava mesmo, desafiei-o a publicar o que escrevia. Vi os seus olhos brilharem ainda com mais fulgor. E como era um homem determinado, não deixou o repto cair em "saco roto". Lançou o seu primeiro livro "Flores de Outono" no Museu Municipal, numa cerimónia emotiva. Foi nesse dia que me adotou! Nunca mais nos deixámos de tratar por avô e neta. A nossa amizade foi crescendo, solidificando. E sempre que encontrávamos, saboreávamos as conversas como quem saboreia um punhado de cerejas!
Um dia perguntei-lhe o que achava de contar a outros as histórias que sabia. Em público?Perguntou. Sim! às crianças e aos idosos! Foi vê-lo rejuvenescer. Os dias marcados para as sessões eram vividos com ansiedade, enquanto o carro não chegava  para o levar à Biblioteca Municipal, ao Centro Escolar de São Martinho, aos Centros Comunitários de São Romão e Felgueiras ou ao Museu Municipal. Falava aos velhinhos e às crianças como se não tivesse idade e com imensa paixão. Partilhava as histórias, os poemas, as palavras como só um verdadeiro contador de histórias é capaz! Há gente que fica na história, na história da gente" e o meu "avô" arrais, vereador, poeta, escritor, Henrique Saraiva, é um deles! Mesmo depois de atravessar a última fronteira, no décimo dia, no nono mês, do ano corrente, mesmo depois do último adeus, continua a fazer parte da vida dos que ficaram. Foi um privilégio conviver com ele. Continua ase uma honra conservá-lo na minha memória. 
Dulce Pereira, novembro de 2015
*Texto transcrito do Jornal de Resende, edição de Novembro de 2015
Nota 1: Esta personalidade fascinante nasceu em Miomães em  10 de Março de 1922 e faleceu a 10 de Setembro de 2015. O 2.º livro, que publicou (" Flor Silvestre"), pretendeu homenagear a sua mulher, mãe dos seus 7 filhos. 
Nota 2: Também tive o privilégio de o conhecer para "traçar" o seu percurso para o Jornal de Resende. O resultado desta conversa  pode ser lido ou relido aqui ou aqui
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Turma de Formandos de Cabeleireiros da Santa Casa da Misericordia de Lisboa

 
Mais uma Visita de estudo  ao museu do barbeiro e cabeleireiro em Lisboa, a turma de formandos de cabeleireiros da Santa Casa da Misericórdia em  Lisboa.

Foi muito gratificante e de grande interesse ao tomarem conhecimento de vários utensílios usados pelos cabeleireiros de outros tempos, e que fizeram uma avaliação positiva para ver a forma como se trabalhava noutros tempos.
 

 

12 de dezembro de 2015

Turma de Formandos de Cabeleireiros 08 do IEFP.

Rosa Bastos, Formadora da turma de formandos de cabeleireiros 08 do IEFP, mais uma vez nos deu a honra de visita de estudo de formação de cabeleireiros ao museu do barbeiro e cabeleireiro no Centro Comercial Apolo 70 em Lisboa.

O museu do barbeiro e cabeleireiro tem sido muito procurado pelas escolas de cabeleireiros, em virtude de ser o único no pais. e é muito importante os alunos percebam como os nossos antigos colega usavam estes utensílios, e também saberem um pouco do passado da profissão, é importante sabermos donde viemos e para onde queremos ir.

Fica aqui os parabéns ás escolas de cabeleireiros por terem tanto interesse em divulgar estas coisas aos formandos de cabeleireiros, e fico gratificante em criar coisas de interesse profissional.

 

6 de dezembro de 2015

Vidos de barbeiro e cabeleireiro para recordar

 
Upload date: 2015/10/21

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