27 de novembro de 2016

CACP e CEPABE

11 fotosUpdated há cerca de um dia
Porque a visita de estudo é mais do que um passeio, constituindo uma situação de aprendizagem que favorece a aquisição de conhecimentos, facilita a sociabilidade e promove a interligação entre teoria e prática, realizou-se uma sessão no Museu do Barbeiro e Cabeleireiro do Ex.mo Sr. Joaquim Pinto. A visita serviu como complemento para os conhecimentos previstos nos conteúdos programáticos que assim se tornam mais significativos. O nosso agradecimento ao Ex.mo Sr. Joaquim Pinto pela simpatia e disponibilidade, a João Semedo, formador do curso e organizador da sessão bem como a todos os presentes… :) #CEPAB #Formação #Cabeleirero #Barbeiro

 




 



 



 




 











TVI "Antiga Barbearia Bairro" convidado Joaquim Pinto - Pinto's Cabeleir...

CEPAB adicionou 11 fotos novas ao álbum: Visita Estudo - Museu do Barbeiro e Cabeleireiro — em CEPAB.
Porque a visita de estudo é mais do que um passeio, constituindo uma situação de aprendizagem que favorece a aquisição de conhecimentos, facilita a sociabilidade e promove a interligação entre teoria e prática, realizou-se uma sessão no Museu do Barbeiro e Cabeleireiro do Ex.mo Sr. Joaquim Pinto.
A visita serviu como complemento para os conhecimentos previstos nos conteúdos programáticos que assim se tornam mais significativos.
O nosso agradecimento ao Ex.mo Sr. Joaquim Pinto pela simpatia e disponibilidade, a João Semedo, formador do curso e organizador da sessão bem como a todos os presentes… :)
#CEPAB #Formação #Cabeleirero #Barbeiro

13 de outubro de 2016

ENTREVISTA NA RTP 1 COM JOAQUIM PINTO (PINTO'S CABELEIREIROS), NASCIDO EM S. MARTINHO DE MOUROS, CUJO PERCURSO PROFISSIONAL MUITO HONRA RESENDE
https://www.youtube.com/watch?v=XnBNB1JXmfI#t=17
Entrevista a Joaquim Pinto no programa Agora Nós da RTP1 fala acerca do Museu do Barbeiro e Cabeleireiro

2 de outubro de 2016

Barbearias e Cabeleireiros de Homens: nova tendência ou um regresso às origens?
23 Set 2016
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Decerto que não lhe passou despercebida a vaga de novos cabeleireiros de homens e barbearias que abriram recentemente. Um pouco por todo o país, têm surgido novos espaços de inspiração vintage que se têm vindo a impor no mercado, a conquistar novos clientes masculinos e a criar novos serviços específicos para estes. O jornal Cabelosonline.com quis saber junto dos profissionais qual a opinião sobre este panorama. Será realmente uma nova tendência ou, pelo contrário, representa um regresso às origens? Questionámos cinco profissionais de cabeleireiro masculino sobre esta e outras questões. Fique com as suas respostas e envie-nos também a sua opinião para geral@edicoesromano.pt
Pintos2
Joaquim Pinto
Pinto's Cabeleireiro, Lisboa, abertura em 1971
Como descreve o Pinto's Cabeleireiro?
Embora conhecido como cabeleireiro de homens, posso dizer o Pinto's Cabeleireiro é também barbearia. Isto porque fazemos serviços de barbearias, além de outros serviços, como tratamentos de cabelo, coloração permanente, corte de cabelo e barba, manicura, pedicura e massagens. Estamos direcionados a uma classe alta, mas temos todo o gosto de receber qualquer pessoa.
Nos últimos anos surgiu uma nova vaga de barbearias/cabeleireiros de homens; qual a sua opinião sobre este fenómeno?
Nasci na era do corte francês e do corte à navalha, numa altura em que se frequentava o curso de cabeleireiro de homens, por isso assim habituei a minha clientela, como tantos outros colegas. Na minha opinião, as novas barbearias apoiam esta moda e é uma forma do barbeiro sustentar a sua arte. Os tempos mudam e são os clientes que ditam a moda. E esta moda ajuda a manter vivas as barbearias, nunca desprezando o antigo barbeiro, que ficou na história, desde o barbeiro cirurgião, ao barbeiro dentista e barbeiro sangrador. As novas barbearias não fazem nenhuma concorrência ao meu salão. Não queria especular, mas até favorecem. Apoio muito este trabalho, pois é a reminiscência de uma arte quase perdida no tempo.
Que conselho daria aos jovens que estão agora a iniciar-se nesta profissão de barbeiro/cabeleireiro de homens?
Se começasse outra vez, escolheria a mesma profissão que abracei com grande amor com grande profissionalismo. Os jovens que queiram seguir esta profissão devem também achar esta profissão linda. Devem ter a sua formação, que é a base principal, ser bons relações públicas e bons confidentes. Apoio todos os que começam agora a profissão, que façam dela o seu modo de vida e que a mantenham viva. É uma profissão que adoro e que será sempre respeitada, pois lidamos com pessoas de todas as classes e profissões.

Olímpio BarbeariaSPedro Fotografia PedroCruz
Olímpio Fernandes
Barbearia São Pedro, Figueira da Foz, abertura em 2004
Iniciou-se nesta como barbeiro, mas no seu percurso também foi cabeleireiro de senhoras. Como tudo aconteceu?
Na década de 40, os barbeiros provinham de famílias modestas e acentuadamente rurais, como é o meu caso. Os jovens pouco estudavam, só lhes restava trabalhar nos campos ou ter ofícios como barbeiro, alfaiate, funileiro, sapateiro... Deste modo, iniciei a minha aprendizagem aos 13 anos. As barbas custavam 10 tostões e cabelo e barba 25 tostões. Montemor-o-Velho foi uma fábrica de barbeiros que migraram para vários pontos do país e eu fui um deles; mudei-me para a Figueira da Foz aos 15 anos.
Em 1960, a vida militar levou-me para Lisboa, onde, assumi a chefia da barbearia. Em boa hora a sorte me bateu à porta, pois o Comandante deixava-me sair do quartel para fazer formação de cabeleireiro de senhoras. Assim tomei um novo rumo profissional. Trabalhei e aprendi bastante com grandes cabeleireiros dessa época: José Caetano, João Carlos, Marcos, Salão Hera, Damas Santos, etc..
De regresso à Figueira da Foz, mantive vários anos o salão de senhoras, abrindo apenas há cerca de 12 anos a Barbearia São Pedro, na Cova Gala, a dois passos da Figueira da Foz. Não desejava envelhecer em cabeleireiro de senhoras. Envelhecer como barbeiro não tem comparação.
Qual é o conceito da Barbearia São Pedro?
Mantenho a constante inovação e novas propostas nos cortes de homens, sobretudo fidelizando os jovens. Um profissional não pode vencer a natureza da idade, mas garantidamente pode apostar nas transformações e modernizar-se. Prefiro desistir a envelhecer na profissão. Estou sempre rodeado de jovens que procuram novos cortes. Também faço outros serviços de cuidados técnicos. O conceito da barbearia não é mais do que as barbearias dos anos 80, se assim o entendermos.
Qual a sua opinião sobre as numerosas barbearias e cabeleireiros de homens que abriram recentemente?
A realidade representa bem as minhas preocupações sobre a qualidade dos serviços e atualizações. É o futuro que está aí e os que o não perceberem isso ficam agarrados aos cortes clássicos, também eles necessários, mas que a evolução deixa ficar para trás. Esta profissão tem um bom futuro para os jovens, pois os velhos pertencem à história.
Não receia a concorrência?
Quem tem receio da concorrência ou inveja dos colegas que triunfam é quem não quis estimular-se e progredir na profissão e não foi capaz de se impor junto dos seus clientes. Como se compreende que eu, aos 76 anos, esteja rodeado de clientes jovens?

RuySmith BarbeariaLvsitana
Ruy Smith
Barbearia Lvsitana, Odivelas, abertura em 2010
Qual o conceito da Barbearia Lvsitana?
O conceito da Barbearia Lvsitana é o de um espaço agradável, onde todos são bem-vindos. Tenho clientes de todas as idades e faço qualquer tipo de corte, desde o clássico ao prussiano - o corte usado pelos soldados alemães na Segunda Guerra Mundial, muito na moda hoje em dia. Barbas só faço com máquina, pois acho que as gilletes de 5 lâminas batem qualquer navalha aos pontos. Temos também uma secção para senhoras a cargo de uma colega, e integrada na barbearia temos a Bobber Division, onde se podem comprar calções, camisas, botas, patches, capacetes de mota, luvas, etc.
O que o levou a abrir este espaço?
O que me levou a abrir a barbearia foi o gosto pela profissão. Tirei a Carteira Profissional de Oficial de Barbeiro e optei por seguir esta profissão que, inicialmente era apenas um hobbie para mim.
Acho que marco a minha diferença perante a concorrência precisamente por não querer andar em concorrências. Os conceitos vintage / retro / old school são coisas  da moda e eu não estou de acordo com as "modas". Parece-me que todos vão atrás do mesmo e que o que interessa é usar para não ser excluído.
Qual a sua opinião sobre a profissão de barbeiro/cabeleireiro de homens?
Estamos a viver um boom da profissão. Hoje em dia, toda a gente quer ser barbeiro ou cabeleireiro de homens. Faz-me lembrar as croissanterias nos anos 80, quando havia duas em cada esquina. Como é óbvio, o mercado fica saturado.
Penso que há bons profissionais quer em barbeiro/cabeleireiro de homens, quer em cabeleireiro unissexo. O facto de haver novas barbearias com uma boa decoração não significa que o serviço seja bom e vice-versa.
NunoCoutoBarbearia
Nuno Couto
Barbearia Couto, Tocha, abertura em 2011
Fale-nos um pouco sobre a Barbearia Couto?
Já sou barbeiro há 23 anos, apesar de só agora ter o meu próprio estabelecimento. Presto todos os serviços desde corte de cabelo de homem a barbas à tesoura ou à navalha. A barbearia está direcionada para todo o tipo de clientes, desde o mais novo ao mais velho.
Qual o conceito da Barbearia Couto e como se distingue dos restantes espaços?
Procuro ser sempre e cada vez mais profissional. Gosto do ambiente vintage que se usa nas novas barbearias, porque considero que é uma forma de manter viva a origem da profissão. Apesar das inovações que se têm vivido nos últimos anos, a barbearia mantém-se com as técnicas de há anos atrás. É aquilo que nos diferencia: nas barbearias continuamos a usar as navalhas.

BarbeariaOliveira
Bruno Oliveira
Barbearia Oliveira, Lisboa, fundada em 1879 e reaberta em 2012
Porquê reabrir uma antiga barbearia?
Quando reabrimos esta barbearia, possivelmente a mais antiga de Lisboa (com base num documento), tínhamos como objetivo, eu e o meu irmão, de reviver os tempos de criança, quando íamos ao barbeiro. Um espaço de convívio, onde a barba é um ritual: faz-se o escanhoar da barba, utiliza-se navalha, tónico, entre outras coisas.
Foi passado um ano da reabertura desta loja retro / vintage, que o boom das barbearias se fez sentir, o que nos leva a considerar que fomos pioneiros nesta área de recuperação do antigo.
Como marcam a diferença perante uma cada vez maior concorrência?
Marcamos a diferença através da utilização de rituais antigos. Não fazemos mais do que se fazia antigamente: simplesmente o ritual e a cultura da antiga barbearia. Usamos a tesoura e a navalha como marca de trabalho. Barbearia é algo exclusivamente português, não nos confundimos com os novos modelos de barbearia que remontam a outros países ou até a modelos descontextualizados.
O estilo retro/vintage/old school é uma imagem de marca?
O ambiente da nossa loja é retro / vintage e sempre foi esse o objetivo. Ao reabrir uma loja centenária, tudo o que dela se reflete tem a ver com o seu passado. Old school também nos remonta a isso e a muitos dos cortes que nós fazemos. Cortes esses que nos relembram estrelas e celebridades de antigamente, com looks que agora chamamos old school.
Considera que o barbeiro/cabeleireiro de homens se distingue dos cabeleireiros unissexo?
O barbeiro é um artista que faz no cabelo e na barba dos outros a sua obra de arte. Muitas vezes as técnicas utilizadas pelos barbeiros não são as mesmas que se usam num cabeleireiro unissexo. A palavra barbeiro é muito antiga, confundida e até utilizada na evolução da medicina. Mais tarde começou a ouvir-se falar de cabeleireiro de homens, mas ambos tratam essencialmente da estética masculina. Logo, os homens sentem-se mais à vontade num espaço direcionado exclusivamente para eles.




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